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Taylor estampa a capa de mais uma revista. Dessa vez, a nossa loirinha é a capa da nova edição da revista Atrevida.

A edição conta com uma entrevista onde Taylor fala sobre sua vida pessoal e seu mais recente álbum, 1989. Confira a capa abaixo

Novembro – Atrevida

A revista já encontra-se à vendas nas bancas de revista por R$5,90

Ontem (15), adicionamos em nossa galeria, imagens de Taylor saindo de seu apartamento em Nova Iorque. Confira as fotos:

15/11/14 – Saindo de seu apartamento em Nova Iorque, Nova Iorque

No mês de dezembro, Taylor estará na capa de nada menos do que 23 Cosmopolitans ao redor do mundo. Confira a Matéria traduzida e os scans da edição da África do Sul:

Taylor Swift “Sacudindo” Ela se mudou para Nova Iorque, teve um choque feminista e não está interessada em namoro. Esteja pronto para redefinir Taylor Swift.

Com um vestido Valentino dourado balançando atrás de si, Taylor Swift caminha para seu set de fotografia para a Cosmo em Hollywood, parecendo de-outro-planeta de tão linda. Mais cedo naquele dia foi quando anunciou que Shake It Off bateu o recorde de debut mais alto no chart da Billboard. Nada grande – agora com quase 25, ela vem batendo recordes desde que assinou como a compositora mais nova da Sony, com 14 anos. Com 7 grammys e quatro álbums multi-platina, seu sucesso é tão fora desse mundo quanto suas roupas.

Uma semana mais tarde, sou conduzido de um lobby em um hotel em West London por um segurança. Taylor voou na noite anterior com um exército de papparazi, repórteres e stalkers no escuro tentando chegar à ela, então segurança é algo importante no seu mundo. Taylor é alta e parece com uma supermodel. Ela está usando um conjunto preto da Guess com saia combinando. É a quarta vez que a encontro, e toda vez espero me sentir intimidado por seu talento, beleza… Mas não o fiz. Ela me cumprimenta com um abraço e desse jeito, a barreira entre nós se quebra. Em cinco minutos estamos ambos reclamando de como as pessoas se sentem mal quando dizemos que estamos solteiros. “Pessoas vão dizer ‘Me deixa te arranja com alguém’, e eu fico lá falando ‘Não é isso que eu estou dizendo, não estou solitária, não estou procurando’. Eles não entendem!” Ela diz, falando do mesmo jeito que fala em seus discos que já venderam milhões de cópias.

Sim, a mulher que foi declarada como ‘serial dater’ (por namorar quatro ou cinco caras em oitro anos, PARA A SUA INFORMAÇÃO) não está namorando. “Eu aprendi que só porque alguém é fofo e quer te namorar, não é razão para você sacrificar sua independência. Não faço mais isso”, ela diz.

AS MÚSICAS ROMÂNTICAS
Em seu álbum 1989 – nomeado a partir do ano em que nasceu – é a trilha sonora de seu estado de espírito. “Eu escrevi meu álbum anterior sobre o profundo, triste e intenso coração partido pelo qual passei”, ela diz. “Este ábum é sobre deois daquilo, quando você entendeu. Você gota de ficar sozinha não porque está machucada, não orque está triste, mas porque você está livre”. Com sua música tão segura quanto pode estar, ouvimos em seu iPod pessoal antes de falar com ela. Os hinos de relacionamentos meio “foda-se” do seu álbum anterior RED não foram encontrados, mas ainda haviam músicas sobre relacionamentos. Incluindo os famosos… Achamos. Porque, enquanto Taylor nos dá detalhes dignos de composições, ela nunca dá nomes. Seu catálogo de músicas para “queridos garotos” vai no máximo, até Style. Cantando sobre o “olhar James Dean” nos olhos dele e como eles “nunca vão sair de moda”, não podia ser mais óbvio (ou fofo) sobre o membro do One Direction, Harry Styles.

As chances de reatar, no entando, são zero. “Teria que ser alguém muito especial para diferir das circunstâncias que eu experiencei em namoro”, ela diz. Ela está falando sobre a atenção constante que recebe. Quando ela entra em um restaurante, dúzias de câmeras e celulares estão apontados em sua direção. Ela não pode sair de casa, ainda mais ir à um encontro, sem seguranças. “Eu não sei como eu teria outra pessoa no meu mundo tentando ter um relacionamento comigo, ou ter uma família”, ela di. “A melhor resposta que eu posso pensar agora é seguir sozinha”. E o romance? “A fica ode ser romântica sem ter um romance. Estou muito atraída por quão feliz estou agora”.

AS LUZES DA CIDADE

Não tem lugar melhor para se mudar sozinha do que Nova Iorque, onde ela está no momento. Tendo vivido na casa da música country, Nashville, desde que tinha 14 anos (Fora estar em seu apartamento em Berverly Hills enquanto trabalha), Taylor se mudou para uma cobertura de 2,4 milhões em Junho. Para a garota que cresceu em uma fazenda na Pennsylvania, fazendo geléia de uva com a mãe, é uma mudança massiva. “Me mudar para Nova Iorque foi a melhor coisa que eu já fiz”, ela diz. “Eu nunca pensei que fosse sobreviver viver naquela cidade. Então acordei um ano atrás e era tudo n oqual eu pensava. Eu precisava de um desafio novo, e não havia um desafio maior do que mudar a rota da sua vida, achar novos lugares para sair, novos ciclos de amizade…”. Taylor fala bastante sobre suas amigar. Sua melhor amiga, a modelo Karlie Kloss, até tem seu próprio quarto no novo apartamento. Depois de finalizar a turnê, Taylor tirou o verão de férias e disse que seu tempo consistia em “basicamente sair com os meus amigos o máximo possível”.

No MTV Video Music Awards, sua dança com Lorde virou sensação na internet. A proximidade era tão fofa, de fato, eu me perguntaria se teria sido apenas para as câmeras se eu não tivesse visto Taylorde com meus próprios olhos, totalmente inseparáveis em uma festa privada. “Lorde é assustadoramente inteligente”, ela diz. “Ao invés de ficar intimidada por ela, é muito mais maravilhoso a tê-la na minha vida”.

Taylor disse que sofreu bullying na escola por garotas que não a achavam “legal o suficiente ou bonita o suficiente”, e por seu amor pela música country. Agora ela credita a adoração de suas amigas ao “ajuste mental feito quando você cresce e entende quem voc~e é”, mas também à outra de suas amigas, Lena Dunham de Girls. “Sua perspectiva me mudou nos últimos anos. Ela é tão entusiasmada sobre mulheres. Ela é um abraço em forma de pessoa”.

É TUDO SOBRE AS BESTIES

Sobre o que elas falam? “Minhas amigas e eu falamos muito sobre feminismo e desigualdade sobre como mulheres e homens são comentados na mídia”, ela diz. “O tipo de coisas que dizem são ‘Porque é engraçado, sexy e promíiscuo se um cara tem uma lista de namoradas e torto e à direto? Mas se uma garota namora três ou quatro caras em um período de oito anos ela é uma serial dater e dá a ideia de uma garota de 12 anos a chamar de vadia na internet?’ não é o mesmo para caras, é um fato” .

A garota que anteriormente contornava o assunto sobre ser fminista ou não, agora tem 100% de creteza. Depois do discurso de Emma Watson sobre a igualdade de gênero na ONU, Taylor publicamente a aplaudiu, dizendo “Eu queria que quando eu tivesse 12 anos, uma das minhas atrizes favoritas tivesse me explicado de uma maneira tão intelectual, bonita e mordaz o que é feminismo. Então eu teria me definido feminista antes porque eu teria entendido o que a palavra significa”.

Até seus gatos são um tributo à mulheres poderosas. Meredith foi nomeada a partir da personagem em Grey’s Anatomy, e Olivia Benson a partir da prsonagem de Mariska Hargitay’s em Law & Order: SVU. Apoiar mulheres é a missão de Taylor, Este ano ela surpreendeu uma fã aparecendo em seu chá de panela. Por isso natal é sua éoca favorita do ano, porque as pessoas “são generosas sem razão”.

Ela me diz que não pode esperar para passar o natal com sua família “Abrimos presentes na véspera de natal”, ela diz. “Meu irmão é o pior empacotador de presentes – um ano ele colocou os presentes em sacolas de lixo!”, e ela? “Meus são perfeitamente embalados com uma fita especial. Meu deus, isso é irritante, não é?”, ela diz. Não. Porque não importa o quão irritantemente perfeita Taylor Swift é, ela tem essa consciência que a avisa toda vez.

Dezembro – Cosmopolitan (África do Sul)

Como já noticiado em nosso site, Taylor é a capa da nova edição da revista Bloomberg Businessweek. Mesmo sem entrevista com Taylor, a matéria conta com uma entrevista exclusiva concedia por Scott Borchetta, o presidente da atual gravadora de Taylor. Confira:

Novembro – Bloomberg Businessweek

Taylor Swift É a industria musical.

O fundador da Big Machine Records, Scott Borchetta, e sua um pouco conhecida atração pop atrai um enorme sucesso em uma indústria doente.
Scott Borchetta, fundado da Big Machine Records, a gravadora de Taylor, pega uma edição deluxe de 1989, o atual álbum de sucesso da cantora. Ele cuidadosamente tira a capa branca da edição especial que os fãs podem comprar exclusivamente na Target por $13,99 dólares.

Dentro, além do disco, há um pacote de fotos Polaroid de Taylor Swift em várias poses. Há uma dela andando de balsa no porto de Nova Iorque, outra em que ela está descansando melancolicamente na cama, e a terceira delas ela está posando com uma camisa de manga comprida roxa, uma versão (dessa camisa) que os fãs podem comprar em seu site por 60 dólares. Na parte debaixo de cada foto há uma frase manuscrita de uma das músicas do álbum. Borchetta diz que o truque das polaroids criada pela equipe de marketing de Taylor, levou a uma onda de amor entre a cantora e seus fãs. Em 27 de outubro, o dia do lançamento do álbum, Borchetta disse que Swift ligou para dizer que ela tinha dado retweet em todas as fotos dos fãs com as Polaroids. “Ela disse, ‘Oh, meu Deus! Estamos nos divertindo tanto!’”, disse Borchetta.

É a tarde de uma sexta-feira do começo de Novembro, 11 dias após o lançamento do 1989, o qual Swift, que apareceu no cenário country de Nashvillhe, descreveu em um livestream do Yahoo! em Agosto como “seu primeiro, documentado, e oficial álbum pop”. Na primeira semana do 1989, foram vendidas 1.29 milhões de cópias. Isso foi 22% de todas as vendas de álbuns nos Estados Unidos naquela semana, de acordo com a Nielsen SoundScan. Foi a maior semana de vendas de um álbum desde The Eminem Show do Eminem, em 2002, e o maior lançamento dos últimos dois anos até agora, superando sucessos pesados como Beyoncé, Coldplay e Lady Gaga. Naquela semana, Taylor teve cinco músicas no Billboard Hot 100, incluindo “Shake it Off”, o primeiro single do álbum, que esteve, e ainda está confortavelmente em 1º lugar. Ela também teve outros dois álbuns no Billboard 200 – Red, seu álbum de 2012, em 84º, e Fearless, lançado em 2008, no chart pela sua 221ª semana, em 117º lugar.

O sucesso de Swift é uma anomalia em uma indústria doente que está em declínio desde 2000. No mês passado, a Recording Industry Association of America informou que as vendas de CDs do primeiro semestre de 2014 caíram 19% em relação ao ano anterior, para 56 milhões. Em 2002, as vendas de álbuns no total em os EUA oscilavam em 681 milhões (em relação aos 763 milhões de 2001). Os 10 melhores álbuns de 2002, após o The Eminem Show e a trilha sonora de 8 Mile, incluem Nellyville (4,9 milhões de álbuns vendidos), Let Go da Avril Lavigne (4,1 milhões), e Home das Dixie Chicks (3,7 milhões). Compare isso com este ano: Antes do 1989, o maior álbum do ano foi o Ghost Stories do Coldplay, que fez apenas 383.000 cópias em sua primeira semana e já vendeu um total de 737.000 desde o seu lançamento, em maio. Isso é cerca de um terço da primeira semana de vendas de Swift, com o 1989, que espera vender mais 400.000 cópias em sua segunda semana. Taylor está tão à frente dos outros que eles não podem nem sequer vê-la.

Por um tempo, houve a esperança de que os downloads digitais iriam compensar as baixas vendas de álbuns, mas a RIAA relata que as vendas deste formato diminuíram 14% nos primeiros seis meses de 2014. Enquanto isso, a receita de serviços de streaming como o Spotify aumentaram 28% . Mas os artistas muitas vezes são pagos uma fração de centavo cada vez que os usuários ouvem uma música. “Para o download digital, Taylor Swift, provavelmente, levará para casa 50% do varejo”, diz Alice Enders, um analista da indústria musical de Londres. “Então, isso é 50 ou 60 centavos, muito mais dinheiro em comparação com uma fração de um centavo”, diz ela.

Por essa razão, Borchetta e Swift escolheram inicialmente reter o 1989 do Spotify. Eles fizeram a mesma coisa com o Red em suas primeiras semanas. “Nós não somos contra ninguém, mas nós não somos responsáveis por novos modelos de negócios”, diz Borchetta. “Se eles trabalham, fantástico, mas não pode ser em detrimento do nosso próprio negócio. Isso é o que Spotify é.”
Spotify divulgou um comunicado sugerindo que Swift estava dando as costas para seus fãs que utilizavam no serviço. “Há mais de 40 milhões de fãs de música no Spotify, e Taylor Swift tem quase 2 milhões de seguidores ativos que ficarão decepcionados com essa decisão”, disse um porta-voz Spotify para a Mashable, em 29 de outubro.

Swift e Borchetta então retiraram todo o catálogo dela do serviço em 3 de Novembro. Borchetta diz que foi uma conversa curta: “Eu cheguei pra ela e disse, ‘Se vamos fazer uma afirmação, vamos ser muito específicos e fortes. Toda a sua música tem valor.’ E ela concordou.” (Swift se recusou a fazer comentários para esse artigo.)

A decisão dela levou a um texto longo e passional de Daniel Ek, diretor executivo chefe do Spotify, que disse que o serviço dele estava no caminho de pagar 6 milhões de dólares a Swift em (e já pagou um total de 2 bilhões em royalties) e argumentou que ela estava encorajando a pirataria musical por não compartilhar suas músicas através do acessível e popular Spotify. “Antigamente, vários artistas vendiam vários milhões todos os anos. Isso apenas não acontece mais; os hábitos de ouvir das pessoas mudaram – e não vão voltar. Você não pode olhar para o Spotify em isolamento,” escreveu Ek.

Borchetta não se convenceu. Ele disse que, se fosse pelo seu jeito, tiraria outro de seus grandes atos do Spotify, a dupla Florida Georgia Line, mas não pode por causa de um acordo com a Republic Records da Universal Music Group. “É uma conversa pararela que estamos tendo,” diz Borchetta. (O Spotify paga 70% de seu rendimento a gravadoras e associações de direitos autorais, uma grande parte indo para três grandes companhias, Sony Music Entertainment (SNE), Warner Music Group, e Universal.)

O impacto de tirar o catálogo não está claro ainda – embora possa ter ajudado a movimentar alguns CDs físicos – mas outros artistas e empresários estão prestando atenção de pert. Clarence Spaulding, um empresário proeminente de Nashville, diz que seu cliente Jason Aldean, um dos artistas country de maior vendas, é um deles. “Ele está seriamente considerando a mesma coisa no momento,” ele diz.

Tudo isso é uma semana muito boa de trabalho para o cara de 52 anos de uma gravadora sobre a qual a maioria das pessoas nunca ouviu falar. Borchetta tem pele avermelhada e uma massa de cabelo preto e cacheado que o faz parecer o cara mau em um filme dos anos 80. Swift, que tem mais de 1,8m em saltos altos, parece uma torre sobre ele. Em fotos dos dois juntos, ela está constantemente se curvando, com um ar de leve esforço em seu rosto. Hoje vestido de preto – ele cresceu em Los Angeles tocando punk rock e gosta de vestir couro – e está em sua estação de trabalho, seu escritório no corredor da música de Nashville. No corredor, retratos pendurados dos artistas da Big Machine, incluindo Tim McGraw e Reba McEntire. Luminárias balançam sobre aros de pneus e tubos de escape, em homenagem ao amor de Borchetta por carros.

Na semana de estreia de 1989, a Big Machine Label Group tinha oito músicas na parada Hot Country Songs da Billboard, mais que seus competidores mais conhecidas, incluindo a Capitol Nashville e a MCA Nashville. Big Machine se auto-intitula uma gravadora indie, mas desde seu lançamento em 2005 ela evoluiu para uma companhia com 88 empregados que trabalham com composições, administração e merchandising, e ocupam quatro prédios. O negócio tem múltiplas gravadoras. Duas delas, Big Machine e Valory Music, são inteiramente controladas por Borchetta e seus parceiros. (Borchetta detém 60% da Big Machine; outros detentores de capital conhecidos são a família Swift e o cantor country Toby Keith.) Duas outras gravadoras, Republic Nashville e Dot Records, são empreendimentos conjuntos com a Republic Records, uma divisão da Universal, a maior gravadora do mundo. Em 2012, Borchetta fechou um acordo para comercializar e distribuir a trilha sonora de Nashville, o seriado do horário nobre da ABC. “Ele começou como um garoto do Vale e agora está no comando de toda Nashville,” diz Dawn Soler, vice-presidente sênior para música ABC Television.
Apesar de seus respectivos sucessos, Borchetta e Swift se descrevem como excluídos. Swift, que divide seu tempo entre Nova Iorque, Nashville, L.A., e Rhode Island (sua propriedade lá possui oito lareiras) e tem um patrimônio líquido de 200 milhões de dólares, de acordo com Forbes, ainda se apresenta como uma antiga aluna nerd do ensino médio. Muito já foi feito da sua pessoa, incluindo um meme Internet dedicado à “cara de surpresa” da cantora, o visual chocado com que ela fica quando ganha mais um prêmio. Borchetta, por sua vez, se projeta como um fora da lei da música country. Ele frequentemente fala de conseguir “respeito.”

“Há um pouco de complexo de vira-lata em Nashville,” diz Borchetta. Um pouco mais tarde, o vira-lota está dirigindo para almoçar em sua Ferrari preta, cantando Happy do Pharrell. Os manobristas do Etch, um restaurante no centro uniformizado da cidade, dizem “Bem-Vindo, Senhor Borchetta,” quando ele para seu carro em um espaço na frente da entrada.

Entre tacos de peixe turco, Borchetta fala sobre como chegou à Nashville. Seu pai, Mike Borchetta, era um promotor de música country que passava a maior parte do tempo dirigindo para as estações de rádios e tentando fazer com que elas tocassem os álbuns que ele levava na mala do carro. Ele se mudou para Nashville após se divorciar da mãe de Scott e casar com uma cantora country aspirante. Scott ficou em Los Angeles com a mãe, tocando baixo e ouvir ele fazendo isso, foi embora.

Em 1981 ele visitou o pai e a madrasta em Nashville e nunca foi embora. Ele tocou em bandas country por algum tempo e quando não estava em turnê, ele trabalhava na sala de correspondências da empresa do seu pai, enviando encomendas em massa das gravadoras e fazendo ligações para as estações de rádio em nome de artistas como Ronnie Milsap e o Oak Ridge Boys. Ele era melhor fazendo negócios de música do que tocando. Em 1991 ele conseguiu um trabalho de divulgação na gravadora Universal MCA Records, casa dos ícones de Nashville como Vince Gill e McEntire, a cantora e a futura estrela de uma série de comédia da Warner Bros.

Borchetta trabalhou com McEntire e a cantora o apresentou à sua futura esposa, Sandi Spika, que era cabeleireira de McEntire e projetava os vestidos dela. Sandi achou que Borchetta podia precisar de sua ajuda também. “Ele precisava de alguns ajustes”, ela diz. “Eu o ajudei a usar alguns ternos mais elegantes e mudei os sapatos que ele estava usando e coisas do tipo.” Recentemente, Sandi Borchetta projetou os escritórios da Big Machine.

Na MCA, Borchetta era um gerente, escolhendo os singles e dando conselhos. As vezes ele era arrogante, e ainda pode ser, de acordo com alguns colegas. “Tem dias que eu gostaria de sufocar o Scott Borchetta”, diz Spaulding, o empresário de Nashville, que tem clientes como Rascal Flatts, que está agora com a Big Machine, assim como o Aldean. “Mas é difícil ficar bravo com o cara. Quando Scott realmente acredita em um álbum, ele é capaz de brigar com as rádios que talvez não acreditaram nele.”

A MCA o demitiu em 1997, mas ele foi rapidamente para a divisão de Nashville da DreamWorks Records, onde ele vendeu os álbuns de Toby Keith e Randy Travis. Foi divertido até que a Universal comprou a DreamWorks em 2004 e Borchetta se encontrou trabalhando para os seus antigos chefes da MCA. Então ele decidiu criar sua própria gravadora. Antes de sair, ele começou uma relação com Swift, que era então uma cantora e compositora adolescente que vendia músicas ao redor da cidade. Uma noite naquele ano, quando Swift estava se apresentando no Bluebird Cafe de Nashville, Borchetta fez uma proposta para Swift e os pais dela. Ele disse que estava saindo da DreamWorks para começar sua própria gravadora. Ele não tinha um escritório e ele ainda precisava de financiamento. Mas ele prometeu a Swift que assim que tivesse tudo certo, ela teria um contrato com ele. “Todos eles olharam pra mim como se eu fosse louco”, ele diz. Duas semanas depois, Borchetta recebeu uma ligação de Swift. “Ela disse, ‘Ei, Scott, é a Taylor. Eu só quero que você saiba que eu já me decidi e eu estou esperando por você’”.

Em junho de 2006, a Big Machine lançou Tim McGraw, o primeiro single de Swift, uma música sobre um garoto com uma caminhonete que compartilha o amor pela estrela do country (“When you think Tim McGraw/ I hope you think my favorite song,”, ela cantava, dedilhando um violão). Naquele verão, Swift, com 16 anos, sentou no escritório da Big Machine, colocando cópias da música em envelopes. “Em cada envelope que eu fechava, eu olhava para o endereço e para a rádio escrita nele e pensava: ‘Por favor, por favor, apenas escute isso uma vez’”, Swift disse para a Billboard em 2010. “Eu falava uma mensagem para cada envelope: “Por favor, seja quem pegar isso, por favor escute’”. Monte Lipman, CEO da gravadora Universal Republic, notou o potencial de Swift no seu próximo single, Teardrops On My Guitar. “Eu liguei para o Scott e disse: ‘Eu não sei se você percebeu, mas isso é uma música pop. Eu posso fazer a troca”, Lipman lembra. “Ele disse: ‘Venha!’”.
Em outubro de 2006, a Big Machine lançou o primeiro álbum de Swift. Ele chegou ao número 5 na Billboard 200, vendendo 5.4 milhões de cópias no EUA. Esse foi um bom começo para a nova gravadora. “Significou que nós não estávamos com dívidas”, Borchetta diz. “Nós nunca tivemos um ano em que perdemos dinheiro”. O sucesso de Taylor Swift também estabeleceu a Big Machine como uma força em Nashville. No ano seguinte, Borchetta adicionou uma segunda marca, Valory (o nome representa ferocidade”, ele diz) e assinou com outra cantora loira, Jewel, para o seu primeiro álbum country. Ele chegou ao número 1 dos charts country da Billboard, embora ela tenha saído da gravadora desde então.

Felizmente para Borchetta, ele ainda tinha Swift. Os seus próximos dois álbuns – Fearless (2008) e Speak Now (2010) – venderam um total de 12 milhões de cópias nos EUA. Swift ajudou Borchetta a atrair o verdadeiro Tim McGraw para a Big Machine em 2012. “Quando você vê o sucesso que o Scott teve com a Taylor, isso faz com que você se levante e preste atenção”, diz McGraw.
Enquanto isso, Swift estava trabalhando no seu quarto cd, Red, e se separando de suas raízes country. Quando um dos produtores de longa data de Taylor em Nashville teve dificuldade com o seu novo material, Borchetta diz que ele recomendou que ela trouxesse Max Martin, um produtor sueco conhecido por criar sucessos que definiram carreiras de Britney Spears (… One More Time), Katy Perry (I Kissed a Girl), e Kelly Clarkson (Since U Been Gone). “Após algumas conversas, ela concordou”, diz Borchetta. Swift colocou alguns acordes countries no álbum, mas as músicas pareciam mais com hinos do Top 40. Houve uma conversa na época de que o Red não atingiria as vendas dos álbuns anteriores de Swift. Em vez disso, ele vendeu 1.2 milhões de cópias na semana de lançamento em Outubro de 2012, fazendo com que fosse sua maior semana de estreia até então.

No mesmo ano, Borchetta assinou um acordou para providenciar música para Nashville. Ele também negociou o primeiro contrato com a Clear Channel Communications, que agora é a IHeartRadio, permitindo que sua gravadora ganhe os royalties quando as músicas de seus artistas são tocadas. Tradicionalmente, as rádios só pagam às empresas de publicação que representam os compositores. “O Scott não segue o passado”, diz Bob Pittman, CEO da IHeartMedia. “Ele olha para o futuro e encontra novas maneiras de fazer negócios”. Pittman se negou a dizer quanto a Big Machine já ganhou através desse novo stream de royalty, mas Borchetta diz que os números são “significativos. Está indo muito bem.”

Borchetta também teve outro artista country que fez o crossover para o pop de uma grande maneira: Brian Kelley e Tyler Hubbard, dois caras sarados do sul que fazem o Florida Georgia Line. Kelley e Hubbard, que cantam sobre Whisky e tomam um gole da garrafa no palco, inventaram seus próprios métodos de engajamento. Eles levaram uma churrasqueira na mala do carro nas suas primeiras turnês e cozinharam cachorro-quente e hambúrguer para os fãs. Eles se tornaram garotos de capa para o que os críticos de música chamam de “bro-country”.

O primeiro álbum de Florida Georgia Line, Here’s To The Good Times, chegou ao número 4 dos charts country da Billboard em 2012, em grande parte graças a um remix do hino de festas, Cruise, com o rapper Nelly. Para alguns puristas da música country, já era ruim o que Borchetta tinha feito com Swift. Cruise foi demais. “Eu chamo o Scott Borchetta de anticristo da música country”, diz Kyle Coroneos, editor do website Saving Country Music. Borchetta diz que ele está simplesmente deixando os artistas seguirem suas próprias musas. Quando Florida Georgia Line lançou o segundo álbum, Anything Goes, no começo de Outubro, ele chegou ao número 1 da Billboard Top 200. (“Jogou bem, Satanás”, um comentarista do Youtube desapontado escreveu).

Com esse triunfo fresco, a Big Machine revelou o 1989 dia 27 de Outubro. E eles lançaram uma edição especial nas lojas Target e na Target.com, assim como foi feito com o Speak Now e o Red. De acordo com a Nielsen SoundScan, Swift, que têm parcerias com a Microsoft, Subway e Diet Coke, vendeu 647,000 cópias físicas do álbum e 640,000 cópias digitais, na primeira semana.

Uma fonte familiar com o pensamento de Swift diz que foi ideia dela tirar as músicas do Spotify, e não de Borchetta e que o CEO da Big Machine está exagerando seu envolvimento porque ele está tentando vender a empresa por 200 milhões de dólares. Agora seria o momento. Swift só tem mais um álbum no contrato com a Big Machine. Depois disso, ela poderia assinar com qualquer gravadora e todas elas estariam felizes em tê-la.

Borchetta diz que a empresa não está à venda. “Sempre que a Taylor lança um álbum, eles falam: “Oh, ele está vendendo a empresa’”, ele zomba. Mas depois, ele repensa sua postura. “O negócio está mudando tão rápido e se eu ver uma oportunidade estratégica que será melhor para os nossos artistas e executivos, será uma conversa séria”, ele diz.

Borchetta foi inteligente ao assinar com Swift quando ela tinha 15 anos, mas agora, aos 24, ela não precisa dele. A Big Machine, pelo outro lado, não pode perdê-la. A empresa afirma ter vendido 40 milhões de álbums dos artistas deles e de acordo com Nielsen SoundScan, a venda total de Swift é 24 milhões. No dia 10 de novembro, Swift apareceu na capa da última edição da revista Wonderland, uma revista britânica, com uma aparência retrô e inovadora, com cabelos naturais e com sobrancelhas grossas. Ela falou sobre o quão matura ela se sente e o quão confortável ela está sendo solteira. “Eu gosto disso”, diz Swift. “Eu não estou disposta a desistir dessa independência para ninguém”.

Tradução e Adaptação: Jefferson Souza – Equipe Swift World Br
Scans: Rafael Serato

Taylor concedeu uma entrevista exclusiva para a edição de dezembro da revista Southern Living. Confira as scans e a tradução abaixo:

Dezembro – Southern Living

Eu acho que a mente aberta de Nashville é o que me fez sentir que poderia tentar e fazer um álbum (pop) dessa vez. Eu não senti que virariam as costas para mim, e ainda bem que não o fizeram. Nashville é um pote derretendo de influencias musicais e experimentação. Há naturalidade acima de toda amizade; Parece mais uma vizinhança do que uma cidade.

Eu raramente me deixo ficar obcecada sobre cozinhar, mas sinto que (Southern Living) é um lugar ótimo pra isso, eu sou uma daquelas cozinheiras que sempre quer fazer algo novo. Meus amigos e eu fizemos uma épica, realmente épica torta de maça, e minha amiga Emma me deu essa dica de amassar Graham Crackers em cima da borda da torta, embaixo das maças, adiciona um tipo de textura de biscoito doce e crocante.

O fator que mais me anima no Natal é ver minha família abrir os presentes. Eu adoro procurar pelo presente perfeito- e papel de presente perfeito- para cada pessoa em minha vida. Algumas pessoas nascem para ficarem animadas por dar presentes. A coisa boa sobre a humanidade é que parecemos equilibrar isso.

Nos últimos anos eu experienciei um tipo de renascimento da independência. Eu estou obcecada por ser uma boa amiga, uma boa irmã, uma boa filha e devotando toda minha atenção às pessoas que realmente são próximas a mim. Estou vivendo minha vida nos meus próprios termos.

Eu recomendo a todos meus amigos ficarem sozinhos por um tempo. Quando você está apaixonado, ou ficando com alguém, você filtra as decisões da sua vida pelos olhos deles. Quando você passa alguns anos sendo quem você é, completamente desinteressado, você consegue descobrir o que realmente quer.

Lábios vermelhos são meu estilo favorito. As vezes eu não coloco mais nada de maquiagem- só uma batom vermelho e talvez um pouco de rímel. Todos os dias quando vou pra academia é documentado por no minimo 20 fotógrafos. Eu leio artigos que dizem que eu levei horas para me arrumar depois do treino. É tão engraçado eles transformarem isso como se eu estive fazendo de tudo puro glamour- fico lisonjeada mas é muito, muito falso.

No sul, tem algo lírico no jeito que eles falam. Eu gosto de pequenos ditados. É mundial. Eu estava na Inglaterra e disse “Se você perseguir dois coelhos, vai perder os dois.”. Eles nunca haviam ouvido isso, mas eu escuto isso em Nashville o tempo todo.

Minha mãe sempre me ensinou a me preparar. Treine si mesma a fazer planos, e então raramente ficará estressada. (Mas) tem tantas coisas que não tem como se preparar- essas coisas você tem que simplesmente deixar ir.

Eu nunca me sinto solitária quando estou sozinha. Porque tenho um monte de pequenas coisas que me fazem feliz. Eu amo chegar em casa e encontrar meus gatos. Eu amo assistir maratonas de Friends tarde da noite ou navegar no Google ou Wikipedia e aprender sobre a história de qualquer coisa.

Eu me sinto muito sortuda em dizer que minha vida é cheia de mulheres inteligentes e apaixonantes. Uma das coisas em comum entre minhas amigas próximas é a individualidade e minha habilidade de confiar nelas. Tem uma citação do Ernest Hemingway que diz, “A melhor forma de descobrir se pode confiar em alguém é confiando nessa pessoas.” É assim que vivo minha vida, mas ao mesmo tempo, é importante cercar-se de pessoas que provaram essa confiança muitas e muitas vezes.

Tradução e Adaptação: Mariana Pires – Swift World Br

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