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Em uma quinta-feira, Taylor pegou o mundo todo de surpresa anunciando um álbum novo em poucas horas. O oitavo álbum da cantora, o Folklore, sairia e nada, nem ela mesmo, nos preparou para o que estava por vir, tirando os easter eggs de sempre que a gente só percebe depois.

E também, não tinha como se preparar já que a cantora lançou o que talvez será o álbum que revelou suas melhores composições, em sua melhor fase e na sua melhor voz.

Em Folklore, Taylor deixou as batidas do pop e optou por um tom mais íntimo que conta várias histórias e, dessa vez, não necessariamente apenas sobre sua vida pessoal.

Taylor lançou uma série de posts no Instagram mostrando a capa do álbum. Apesar de muita especulação, como todos os outros álbuns, Folklore não pode ser comparado com nenhum outro trabalho de Swift.

A cada era os fãs aprenderam a se surpreender com o quanto essa artista se renova, é inventiva e completamente conectada com o seu momento criativo.

Escutar esse trabalho com calma e atenção é uma das coisas mais importantes, por isso a cantora não lançou o lead single meses antes e não anunciou nada com antecedência.

Outra prova de como ela queria que prestássemos atenção nesse CD logo de cara, é que ela disponibilizou vídeos com todas as letras de todas as faixas do álbum em seu canal no Youtube.

“The 1” é a primeira faixa do álbum e me lembrou um pouco de como “I Forgot That You Existed” abriu o Lover. Apesar da letra, a música entra de forma tranquila e até alegre e ao mesmo tempo ditando um pouco da melancolia da maioria das faixas que a seguiriam.

“Cardigan” foi eleita como lead single de Folklore. Para mim, o clipe mostra Taylor e sua relação com a música que ela escreveu para esse álbum.

Ao entrar em seu piano, a cantora descobre um mundo quase que fantasioso e lindo onde ela se sente feliz e confortável, como se ela estivesse dentro das próprias composições, que foram bem imaginativas, e de suas possibilidades.

Ao entrar no banco do seu piano, Taylor sai no meio de águas turbulentas, com dificuldades para nadar e então usa o piano como boia. Essa última pode ser uma referência sobre como ela se sente por dentro ao escrever.

A letra de “Cardigan” se parece a primeira parte de uma trilogia sobre um triângulo amoroso. Nela a cantora diz que quando somos jovens as pessoas acham que não sabemos de nada, mas na letra ela conta tudo o que aprendeu agora que está mais velha, e que ela e os outros envolvidos sabiam muito bem o que estavam fazendo mesmo sendo jovens.

As outras duas canções sobre o triângulo são:

“August” parece falar sobre o ponto de vista da pessoa que ficou com o papel de amante. A música fala sobre como ela se apaixonou e como se sentia mal de não poder chamar ele de “meu”.

E “Betty” parece ser do ponto de vista do homem chamado James que traiu a mulher, Betty, e que além de assumir toda a culpa, diz estar arrependido e com saudades da companheira.

“The Last American Dynasty” é a história de Rebekah Harkness que nós contamos nesse post. Taylor conta a história de como a mulher dava grandes festas barulhentas em sua casa em Rhode Island que mais tarde foi comprada pela própria cantora, e faz um comparativo de como seus vizinhos reclamam das festas dela assim como as festas de Rebekah que eram sempre altas e bem animadas.

+ Conheça a Rebekah e tudo sobre ela aqui

“Exile” é sobre um término de relacionamento e de como os dois lados enxergam o fim de formas diferentes. O único feat do álbum conta com a voz de Justin Vernon da banda Bon Iver. É incrível como as duas vozes harmonizam e como a canção quebra nossos corações em milhares de pequenos caquinhos.

+ Conheça mais sobre o Bon Iver aqui

“My Tears Ricochet”. A gente precisa parar e falar sobre a letra dessa canção e sobre quem Taylor tinha em mente quando a escreveu. Um dos piores pesadelos na vida da cantora é todo aquele drama sobre Scott Borchetta vender a antiga gravadora da Taylor, a Big Machine, para uma das maiores desavenças da cantora, que acabou ficando com os direitos de todas as músicas dela que foram lançadas pela gravadora.

Algumas partes de “My Tears Ricochet” deixam óbvias sobre quem é essa música, como por exemplo: “Even on my worst day, did I deserve, babe / All the hell you gave me?” (“Mesmo no meu pior dia, eu mereci todo o inferno que você me causou?”)


E o refrão: “I didn’t have it in myself to go with grace / And you’re the hero flying around, saving face / And if I’m dead to you, why are you at the wake? / Cursing my name, wishing I stayed / Look at how my tears ricochet” (Eu não tive coragem de ir com graça, e você é o herói voando, livrando sua cara. E se estou morta pra você, por que você está no meu funeral? Me xingando, desejando que eu tivesse ficado. Olhe como minhas lágrimas ricocheteiam.”)

“Mirrorball” é uma análise nunca antes feita por Taylor sobre seu comportamento em relação a própria carreira. No documentário Miss Americana, Swift já abre contando o quanto ela sempre teve a necessidade de agradar e de ganhar elogios das pessoas.

No decorrer do filme ela segue falando como sempre achou que tinha que ser a boa menina que não demonstrava suas opiniões políticas e não se posicionava sobre temas sérios apenas para continuar sendo amada pelo mundo. A letra da canção fala sobre como ela se esforça apenas para agradar e para fazer as pessoas felizes.

“Seven” tem uma das letras mais interessantes e doces do Folklore. A canção fala sobre duas crianças, e uma delas quer proteger a outra da casa mal assombrada onde o pai sempre está bravo. Ela imagina todas as coisas divertidas que os dois podem fazer se o amigo escolher fugir com ela.

Em “This Is Me Trying” Taylor fala sobre seus erros do passado e seus arrependimentos e sobre como ela está tentando se redimir. O que me surpreendeu na primeira vez que eu escutei essa canção foi a similaridade com “Back To December” música do álbum Speak Now.

Mas dessa vez não é um simples pedido de desculpas sobre um relacionamento que não acabou bem, mas sim sobre todas as coisas que ela deveria ter consertado em seu passado que acabou ficando sem conserto por causa de todas as coisas que ela vem passando em sua vida pessoal e em sua carreira.

Infidelidade é um tema recorrente no Folklore, e todas as músicas são super visuais. Não é diferente em “Illicit Affairs”. É como se você conseguisse enxergar a historia toda acontecendo enquanto acompanha a letra que, por sinal, é de partir o coração.

É como se os dois amantes analisassem todo o relacionamento e discutissem sobre ele com todos os seus impactos e diferentes nuances.

“Invisible String” é a música que fez com que os fãs respirassem tranquilos sobre a possibilidade de Taylor Swift e Joe Alwyn não estarem mais juntos. Ela deixa claro em sua música sobre quem ela está falando e todas as referências de sua vida pessoal que nós já sabemos identificar.


Taylor conta na música como o destino teve um papel importante em seu relacionamento com Joe, e que o tempo todo existia uma linha invisível ligando o casal para que eles se apaixonassem no futuro.

Legal mesmo é saber que ela manda presentes para os filhos dos ex-namorados dela. O Folklore sempre revelador, ein?

“Peace” também pode ser sobre o relacionamento atual e como ela explica ao parceiro que a vida dela é conturbada e que talvez ele não terá um relacionamento tão pacífico assim.

Na letra Taylor questiona se ele se importa se ela nunca der paz ao seu companheiro ao mesmo tempo que ela pode dar muitas outras coisas boas, e ser uma melhor amiga para ele.
Que fofura!

“Mad Woman” também é uma música com uma história super visual, mas fala na verdade sobre todo o machismo que Taylor conheceu muito bem durante a sua carreira.

Na letra ela conta como homens sempre estão chamando mulheres de loucas e de bravas para desmoralizá-las, e de como isso tem um papel fundamental quando paramos de acreditar em nós mesmas e nos faz questionar se vale a pena continuar lutando contra o sexismo do dia a dia.

Além disso como isso acaba virando as mulheres uma contra as outras também.

“Epiphany” começa com uma história de um soldado que é a história do avô da própria Taylor que sofreu de stress pós traumático após lutar na segunda guerra mundial.

Depois a letra conta um pouco sobre os traumas e a luta dos socorristas, tanto no campo de batalha quanto no dia a dia, que estão sempre lutando para salvar vidas e como isso tem relação com o que estamos vivendo hoje em dia com as milhões de perdas de vidas para o Coronavírus.

Nessa canção incrível, Taylor valoriza e homenageia os médicos na linha de frente de qualquer batalha.

“Hoax” fecha o álbum explorando o final de um relacionamento tóxico e instável que a deixou triste mas que ela lamenta ter terminado talvez por infidelidade.

Ela conta também como esse relacionamento foi trabalhoso de manter, e como a deixou traumatizada para seguir em frente terminando o Folklore de uma forma bem triste.

Para terminar, Folklore é definitivamente diferente de todos os álbuns que já escutamos até hoje da Taylor. Ele não é só um experimento, mas também uma demonstração do que ela é capaz como cantora e compositora. E eu to bem orgulhosa!

Opinião reflete as observações do autor

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