SwiftWorld.com.br » Arquivo Taylor Swift não irá nos salvar, então pare de esperar por isso - SwiftWorld.com.br

Este artigo foi escrito por Bobby Box para a revista Playboy.

“Taylor Swift simplesmente não consegue vencer. Alguém talvez leia isso e pense, o que você quer dizer com ela não consegue vencer? Ela tem 10 Grammys! Ela ganhou um quarto de bilhão de dólares! Mas esses números só se aplicam ao seu sucesso como artista—não como pessoa. Taylor Swift como pessoa é completamente diferente. Antes de tudo, ela é, de fato, humana, algo que muitos de seus críticos e haters escolheram ignorar por hábito. Ela também está há milhas de distância de sua personagem superstar, a qual ela parodiou em seu hit ‘Blank Space’ e demonstrou naquela ligação entre ela e Kanye West vazada na qual ela admitiu não ser ‘tão próxima da sobre exposição’.

Recentemente, depois de filmar o videoclipe da sua colaboração musical com Zayn Malik, o público questionou as intenções de Swift com o ex One Direction. Isso levou vários a presumir que Swift, a compulsiva devoradora de homens que é, estava de olho nele.
Felizmente (contém sarcasmo), TMZ esclareceu tudo isso após conversar com a equipe de Gigi Hadid, a qual disse que a supermodel é confiante em seu relacionamento com Malik e não tenta restringir seu trabalho ‘mesmo que seja com uma mulher atraente, que por coincidência, é amiga dela’. Entretanto, outros acharam estranho Swift colaborar com o ex colega de banda de seu ex namorado, Harry Styles. Repare, Swift nem ao menos promoveu o clipe. Tudo o que fez foi filmá-lo.

Compreensivelmente, como a mídia, fãs e adversários se tornaram rápidos em atacá-la por simplesmente tudo, Swift, entre álbuns e turnês tem sido cautelosa sobre revelar muito sobre sua vida pessoal — e suas opiniões políticas. Mas agora, ao que parece, até mesmo essa abstenção é um problema.

Em 21 de janeiro, Swift twittou ‘Muito amor, orgulho, e respeito por quem marchou. Eu estou orgulhosa por ser uma mulher hoje, e todos os dias. #MarchaDasMulheres‘. Depois disso, tabloides e blogs expuseram Taylor como uma ‘má feminista’ por twittar sobre o evento ao invés de comparecer.

O tweet de Swift gerou uma revolta impetuosa. Muitos acreditam que mandar uma mensagem sem propensões políticas foi mais ofensivo do que não dizer absolutamente nada. Evidentemente, Swift não estava informada de que oferecer suporte de uma forma apolitica começaria um incêndio; se ela soubesse, ela não teria dito absolutamente nada. Ainda assim, é difícil acreditar que as pessoas teriam tolerado se ela não tivesse twitado nada. Então, perceba, Taylor Swift não consegue vencer.

É solitário estar no topo, e ninguém alcançou o pico da fama no patamar atual como essa rainha do pop de 27 anos. Mas antes de rever o esforço para a rotular como uma má feminista, vamos somar algumas estatísticas. Quantas vezes ela esteve na reabilitação? Zero. Quantas vezes ela se casou? Zero. Quantas vezes ela protagonizou uma sex tape vazada? Zero. Quantos reality shows ela tentou participar por fama e dinheiro? Zero.

Quando confrontados pela realidade do desemprego e desgraça público, muitos de nós iriam decidir ser um mártir.

Dizer que Taylor Swift é uma má feminista é irresponsável. A pop star tem promovido o poder feminino muito antes da Marcha das Mulheres, compondo músicas de empoderamento e twitando individualmente para vítimas de bullying. Em 2014, a DoSomething nomeou Taylor como líder no ranking da sua lista de ‘Celebridades Mais Caridosas’ pelo terceiro ano consecutivo por seu trabalho para a caridade e impacto como uma influência feminina. Em 2016, Swift doou mais de um milhão de dólares para a caridade, foi no jury duty e passou meia hora no FaceTime com uma jovem mulher que tinha uma doença no coração. Não é mérito de quem está de fora dizer ‘Você não marchou, então não importa, você não é uma feminista’.

Alguns se preocupam por Swift não ter marchado ou apoiado um candidato publicamente durante a eleição presidencial de 2016 porque ela teme dividir sua fan base, a qual foi construída principalmente em estados vermelhos quando ela surgiu como uma estrela country quando convinha. Poderia ser verdade que Swift não odeia Trump tanto quanto o
resto de Hollywood, mas nós realmente acreditamos nisso? É mais crível que Swift, quem durante anos teve Hollywood em suas mãos, é simplesmente uma celebridade nota dez no estudo da ciência das celebridades.

Em 2013, quando a vocalista do Dixie Chicks, Natalie Maines declarou ‘Não queremos essa guerra, essa violência, e estamos envergonhadas por o presidente dos Estados Unidos ser do Texas’ em oposição ao Presidente George W. Bush, ela quase acabou com a carreira da sua banda. Fãs lançaram uma quantidade absurda de ódio ao trio; como resultado, as Dixie Chicks foram boicotadas das rádios e perderam milhões de dólares em vendas de ingressos.

Estamos tão dispostos a dizer adeus às nossas carreiras como as Dixie Chicks — ou mais recente, Sally Yates — estiveram? Podemos dizer que estamos, mas quando confrontados com a realidade de desemprego e desgraça pública, a probabilidade é de que haveriam poucos de nós que decidiriam se martirizar. Isso, claro, ignorando o fato de como uma americana, Swift está em seu direito de manter privadas suas opiniões políticas, mesmo que a vida dela seja qualquer coisa menos isso.

Então quem somos nós, o público, para julgar o feminismo de Swift? Só porque não está alinhado com alguma perspectiva de qual é o jeito ‘certo’ de protestar, não é um motivo para transformá-la em vilã. (E a propósito, as ‘boas feministas’ Selena Gomez e Anna Kendrick também não participaram da Marcha das Mulheres.) Criticar uma mulher por escolher protestar do modo que ela quiser é mais anti-feminista do que apoiar a decisão de uma mulher de não fazer isso. Se a mensagem for positiva no fim do dia — E a mensagem de Swift para seus 83 milhões de seguidores foi — Vamos deixar isso assim, especialmente desde que Queen Bey, como a maior apoiadora de Hillary Clinton, exemplificou o feedback de ativismo de celebridades na Trumplandia. Por tudo que ela faz, Swift talvez nos deva muitas coisas — um novo álbum para os seus fãs, umas férias dos holofotes para seus os haters — mas a última coisa que ela nos deve é uma explicação.”

Tradução feita por Swift Web

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